segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Contos na Rádio Miúdos

Tive este diálogo com a escritora Margarida Fonseca Santos:


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Escrita - muito prazer: resultado da segunda etapa



Estamos já divulgando o resultado da segunda etapa do corcurso de crônicas Escrita - muito prazer, que está sendo realizado com os 9ºs anos.  Os alunos selecionados pela comissão julgadora, composta pelos professores Alice, Daniel e Euler, juntamente com a professora Celina, são os seguintes:

Ketruen -  9º ano A - Crônica "A vida na adolescência";
Marcos Gabriel - 9º B - Crônica "Um minuto".

Vejam as crônicas finalistas desta etapa:


A vida na adolescência
                Carla é uma garota comum, apenas mais uma garota no mundo; mas um detalhe: ela está na adolescência. Se a adolescência é o que ela esperava? Óbvio que não. Quando pequena, ela na verdade nem pensava nessa coisa horrível chamada adolescência. Para ela, essa tem sido a pior fase de sua vida; mas é claro que é normal para um adolescente pensar isso.
                Adolescência, onde tudo começa, onde você tem experiências novas e, se você não sabe por que os adolescentes detestam essa fase, a explicação está aí. Pense, eles nunca experimentaram nada disso; são tantas coisas acontecendo, tantos sentimentos que até pouco tempo atrás eram desconhecidos, mas que agora fazem parte de sua rotina diária.
                É um começo interminável, é um coração partido, é uma decepção, é uma tristeza profunda que chega do nada para tirar você do chão, fazendo você apenas querer desaparecer dali, daqui, de qualquer lugar. É uma certa carência, um certo desconforto consigo mesmo e com os outros ao seu redor, é um sentimento enorme de “autoinsuficiência”, são tantas coisas ...
                Mas é nesta fase que você cometerá muitos erros, você irá quebrar a cara mil vezes, mas no final você saberá o que é melhor para você – o emprego que você quer ter, quem você quer do seu lado ou a mil quilômetros de distância, as coisas que realmente importam na vida, dentre outras escolhas.
                Essa é Carla, uma garota comum, apenas mais uma garota no mundo. Ultimamente as coisas têm andado difíceis para ela, mas ela não desanima, pois sabe que isso é apenas uma fase, onde ela está começando a construir sua vida, pois sabe que ainda virão muitas outras coisas para ela conhecer, aprender e viver.

                                                                                                          Kethruen – 9º ano A



Um minuto

                Ele acorda, se levanta meio sonolento. Sua cabeça está a mil. O mau-humor toma conta, a ira e o ódio correm em suas veias. O mundo não faz sentido, ele se sente preso, quer se libertar. Não fala com ninguém e se isola.
                Mas em um minuto tudo muda, o mundo ganha cor e ele exala felicidade.
                Isso não é normal? Pelo contrário, é a coisa mais normal do mundo. Ele está passando pela confusa fase da adolescência.
                A adolescência é um período que dura entre os doze e os dezoito anos, período de transformações psicológicas, físicas e comportamentais. Hormônios enchendo a paciência. É uma das fases mais complicadas, as dúvidas começam a preencher a cabeça, o sentimento de que todos estão errados, ninguém sabe de nada. Mas, como dizem, é apenas uma fase.
                Sendo uma fase, não temos que nos preocupar, certo? Errado, é nesse período que temos que dar mais atenção aos adolescentes. A ajuda dos pais ou de um terapeuta, alguém para conversar é essencial. A conversa é uma forma de aliviar as tensões naturais dessa fase da vida. Por outro lado, a falta de diálogo pode trazer problemas, faz o jovem procurar outra saída. Infelizmente, essas saídas, na maioria das vezes, acabam sendo as drogas.
                Outra característica da adolescência, aliada às mudanças psicológicas, são as mudanças físicas. O corpo começa a se desenvolver e vontades surgem. Qual a solução para os problemas que aparecem? Sinceramente, não sei.
Vamos aproveitar a fase da adolescência enquanto temos tempo. Só precisamos de um apoio para que esse período não seja mais complicado.
                No fim, tudo passa. Esse período vai passar.

                                                   Marcos Gabriel, 9º ano B

Escrita - muito prazer: resultado da primeira etapa

Temos uma ótima notícia: saiu o resultado da primeira etapa do concurso Escrita - muito prazer, que está se realizando com os 9ºs anos do CEF 214 Sul, em Brasília.
O tema dessas primeiras redações era Igualdade de gêneros e as redações premiadas, como  já foi noticiado na página Biblioteca do CEF 214 Sul




Novidade boa: já temos o resultado da primeira etapa do concurso Escrita - muito prazer, projeto da disciplina Língua Portuguesa, nos 9ºs anos.
Classificaram-se para a final as redações "Adorava", e "Naquele ônibus", dos alunos Clarice Sousa (9º A) e Daniel Izar (9º C).
Leiam as crônicas selecionadas.


Adorava
Don é um menino de apenas 4 anos. Ele foi forçado a cortar o cabelo após ser alvo de brincadeiras na escola. O garoto tinha cabelos longos e era chamado de menina por isso.
O garoto disse que se sentia triste por todos o chamarem de menina. Então ele pediu que cortassem seu cabelo. A mãe perguntou ao filho se ele gostava de seu cabelo. Ele disse: “Adorava!”
Na escola onde ele estuda, os meninos usam azul e as meninas, rosa. A sociedade nos impõe padrões de como viver, nos rotula e faz uBiblioteca do CEF 214 Sulm roteiro de vida “perfeita”. Don é apenas uma criança e já sofre com a sociedade opressora, que nos diz o que vestir, como falar, o que devemos ou não fazer.
Somos julgados e julgadores, vivemos também nos julgando e ao próximo. O mundo fecha os olhos para os problemas dos outros, julga sem pensar, como um hábito.
Cada pessoa pensa de uma maneira diferente e desejamos respeitar isso, passarmos a ser cidadãos menos egoístas, nos colocarmos no lugar do outro e repensarmos nossas opiniões formadas sobre a sociedade perfeita, pois ela não existe.
Clarice Sousa – 9º A

Naquele ônibus

Desde pequenos somos influenciados pela sociedade em nossas escolhas. Esta influência é demonstrada na escolha de algum brinquedo, profissão, atividades de lazer ou preferências esportivas.
Em um dia, enquanto ia para a escola, ao entrar no ônibus deparei com uma mulher no comando da condução. Inocente, não achei mal algum. Entretanto pude perceber que pessoas mais velhas não se sentiam confortáveis com uma mulher no volante. Em determinado momento, a motorista “cortou” um carro que passava próximo à condução. Todos os passageiros viram o ocorrido e em seguida um senhor idoso levantou-se e dirigiu-se à motorista:
- Você não deveria estar no volante. É uma mulher. Por que acha que poderia escolher esta profissão?
A motorista replicou:
- Com todo respeito, mas você é um grande grosseiro. Cometi apenas um erro e afinal quem pensa o senhor que é para me julgar? É melhor que alguém aqui? Além disso, meu gênero não define minhas escolhas, sou livre para escolher o que eu quiser.
Este acontecimento me fez refletir. Sabe-se que as escolhas dependem de cada um de nós e é nosso direito ser livre para escolher emprego, brinquedo, esporte e o que é melhor para nós mesmos.
O importante é aprender a respeitar todas as pessoas e obter um convívio harmônico com todos.
Daniel Izar Mesquita Oliveira - 9º C




sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Mais algumas histórias - Autoria: CEF 04

Foram publicadas mais histórias dos alunos do CEF 04 no blog Histórias em 77 palavras,
da escritora Margarida.
Clique no título da história, para observar a publicação lá.

Florido

Em meio a tanta seca e à paisagem do cerrado, eles colorem a vida das pessoas
que o veem.
 São amarelos, roxos, rosas e brancos, todos muito bonitos e ótimos para fotos.
Podem ser grandes, pequenos, cheios ou não, mesmo assim, têm a capacidade 
de fazerem seu dia mais feliz. O seu desabrochar é o mais esperado por todos! 
Quando está na época, deixam a cidade cada dia mais bela.
ipê é a árvore mais bonita.

Daniele Veloso Garnier, 13 anos, 8º ano B, CEF 04 de Brasília, profª 
Celina Silva Pereira


Histórias no inverno


No inverno, eu gostava de ler uma história, ao lado de uma lareira e 
de imaginar ser a protagonista corajosa que passava por diversas aventuras
e, no final, ainda dava tempo de chegar em casa e tomar um chá.
Quem nunca quis ter uma vida assim?
As histórias nos levam a lugares onde o bem vence o mal e sempre há 
um final feliz. 
Não seria mentira se eu dissesse que eu sempre quis ser uma história.

Bárbara de Matos, 13 anos, 8º ano C, CEF 04 de Brasília, profª
 Celina Silva Pereira

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Escrita - muito prazer

No CEF 214 Sul, acontece um concurso de redação.
Os alunos devem desenvolver seus textos a partir de três temas - Igualdade de gênero, Adolescência, Esporte e superação. Uma vez por semana, vamos à quadra comunitária para trabalhar neste projeto.
A primeira etapa já está sendo julgada pela comissão. Serão escolhidas duas crônicas finalistas, das seis selecionadas pela professora juntamente com os alunos.
Aguardemos o resultado nesta terça-feira.
E já vamos selecionar as seis crônicas concorrentes à segunda etapa.



domingo, 4 de setembro de 2016

Primeiras histórias

Vamos ler aqui algumas histórias dos alunos do CEF 04, já publicadas pela escritora
Margarida Fonseca Santos no blog Histórias em 77 palavras, nosso parceiro no projeto
"Autoria: CEF 04".

Amarelinho

Existem alguns que são grandes, há outros que são pequenos; ele é pequenino 
e gosta de divertir-se.
Tem uma família que o ama de verdade; é um amor que nada nem ninguém
 pode explicar.
Ele é muito bonitinho, leve e gracioso, é companheiro, 
adora agradar a sua família.
É um passarinho amarelinho que ama sua família verdadeiramente
 e tem uma linda e harmoniosa voz.
Às vezes ele canta muito, sonoramente, para alegrar sua família, 
mas acaba irritando.         
Júlia Verbênia Oliveira Neres, 13 anos, 8º ano A, CEF 04 de Brasília, profª 
Celina Silva Pereira

Desafio nº 16 – uma palavra que define todo o texto

Adoro

Ela é linda na primavera, fica despida no inverno e no outono. Começa a florir e dá
belos frutos,muito gostosos. Sempre faz uma bela e agradável sombra!
Que dizer ainda?
Ocupa uma área especial de um lindo parque e várias crianças travessas adoram
se pendurar nela.
Muitos casais tiraram foto embaixo dela. He! He! He! Às vezes até namoram 
embaixo dela e até gravam seus nomes nela. ´
É a cerejeira, a mais bela árvore do parque!
Iago Lima Veloso, 13 anos, 8º ano C, CEF 04 de Brasília, profª
Celina Silva Pereira

Desafio nº 16 – uma palavra que define todo o texto

O motivo

Ele corria, fazia de tudo um pouco para encontrá-la, coisas boas, coisas ruins
para as pessoas,
ninguém conseguia compreendê-lo. Por quê?  
Perguntavam mas ninguém podia responder.
Ele bebia às vezes e também fumava, matava aula, estudava, rezava e até amava. 
Alguns se afastavam, achavam aquilo uma loucura, mas para ele tudo tinha motivo, 
mesmo que oculto para todos.
Às vezes chorava, por raiva de todos que o julgavam sem saber
que tudo que ele procurava era FELICIDADE.
Marcos Vinicius de Oliveira, 15 anos, 8º ano C, CEF 04 de Brasília, 
profa. Celina Silva Pereira

Desafio nº 16 – uma palavra que define todo o texto

Clique nos títulos para ver a publicação no Histórias em 77 palavras. 
Depois publico mais histórias aqui.