terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Vivendo a crise hídrica


A propósito da crise hídrica e do tema geral de estudos no primeiro bimestre, que é a água, os alunos do CEF 02 de Riacho Fundo II, onde também estou trabalhando, motivaram-se para elaborar cartazes criativos, que foram afixados em sala de aula.
O DF sofre uma grave crise de abastecimento de água, embora as chuvas tenham-se intensificado no mês de fevereiro.
Para solucionar o problema, foi instituído um rodízio ou racionamento, primeiro nas regiões abastecidas pelo reservatório do Descoberto e agora também nas regiões servidas pelo reservatório de Santa Maria.
Hoje o nível dos reservatórios é de 40,41% da capacidade no reservatório do Descoberto, nível que se elevou de 19% para o atual com o racionamento e de 46,50% da capacidade no reservatório de Santa Maria, cujo nível era de 41% em janeiro. Inicialmente houve apenas uma diminuição de pressão na área central de Brasília, abastecida por este último reservatório. A intenção é a de que a reserva de água aumente, de forma que o DF possa ser abastecido de água na época sem chuvas, provavelmente a partir de abril.
Vejam os cartazes.






domingo, 12 de fevereiro de 2017

Primeiro dia de aulas

Foi cheio de alegria o primeiro dia de aulas, com o retorno dos estudantes e professores à escola.
Tivemos um  momento descontraído com todos os jovens se cumprimentando, conversando.
Depois, a direção se reuniu com os alunos para expor o que é esperado para o ano letivo e o mesmo fizeram os professores nas salas de aula.
O primeiro texto que li para os alunos neste ano foi o último apresentado no ano passado - o texto "Em sinal de respeito", que conta um episódio, na Olimpíada de 2012, em que os súditos mostraram apreço e respeito à rainha da Inglaterra. O mesmo texto transfere depois essa atitude para outros contextos, inclusive o contexto escolar.
Além disso, foi lido um poema que fala de votos agradáveis para este ano, como mensagem de boas-vindas.
Pedi aos alunos que escrevessem um bilhete com votos assim para um colega.
Devo ler algumas dessas mensagens na próxima aula.
Que todos tenhamos um ano de muitas vitórias e crescimento.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Fim de ano



Chegamos ao final de mais um ciclo anual.
Época de somar as notas, de apresentar os resultados, de refletir, de alegrar-se.
É também a época do Natal.
A todos os estudantes desejo ótimas férias e que passem um ótimo Natal ao lado de suas famílias!
E no próximo ano, muita disposição para o estudo!
Tudo de bom!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Túnel do tempo e prêmio

Nesta semana, o CEF 04 se alegrou por vários motivos. Houve a festa de formatura dos alunos do 9º ano, que terminaram uma etapa de seus estudos,  o ensino fundamental, e se dirigem ao ensino médio no próximo ano. Houve também um evento cultural - o último do ano - denominado "Túnel do Tempo", já tradicional na escola.
A professora Camila mencionou os principais acontecimentos das décadas - dos anos 40 à década de 2000. Os alunos apresentaram no palco, cuidadosamente preparado, uma manifestação artística representando cada um dos períodos.
Representando a década de 40, quando ocorreu a 2a. Guerra Mundial, o 8º ano C relembrou o poema Rosa de Hiroxima, de Vinicius de Moraes, que lembra o triste episódio das bombas atômicas que atingiram algumas cidades do Japão, com efeitos catastróficos.


As demais turmas apresentaram dança, nos estilos rock e pop-rock. Foi muito colorida e interessante a apresentação da música Balão mágico, em que um menino representava um balão.




Ao mesmo tempo, a escola comemora uma premiação importante no DF, Prêmio Brasília de Ciência, Tecnologia e Inovação - Estudante destaque, em que os alunos Anderson, Bárbara Matos, Danilo, Hervesson, Kauã, Letícia, Pedro Paulo,liderados pela professora Camila, coordenadora da escola, expuseram um trabalho denominado "O uso da água: reutilizar para um mundo melhor", que tem o objetivo de reutilizar a água desperdiçada no bebedouro da escola.





Nossos parabéns à professora Camila e a todos os alunos que participaram do brilhante projeto!





sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Festa cultural - continuação

Em continuação ao evento cultural enfatizando a cultura negra, hoje, dia 02.12, o CEF 214 Sul realizou uma hora cívica, com premiação aos alunos destaque do 3º bimestre e que tiveram menção honrosa na OBMEP. Seguiram-se lindas apresentações.
Os oitavos anos, dirigidos pelo prof. Euler, de Língua Portuguesa, apresentaram a peça A Negrinha, adaptada por um aluno do conto de Monteiro Lobato.
Ainda apresentaram uma dança de origem afro, o hip hop.






O 9º ano B apresentou um desfile com roupas e turbantes afro, dirigido pelas professoras Viviane e Celina.



Assistimos ainda a outras apresentações de poesia e dança.



Houve exposição dos trabalhos das oficinas, realizados no dia de 11 no pátio da escola. O 9º ano C apresentou as bonecas Abayomi. Aprendi que elas eram confeccionadas com as saias das mães nos navios em que os africanos cruelmente aprisionados viajavam para o cativeiro deste lado do mundo. Essas bonecas representavam nobreza, e eram dadas às crianças pelas mães para consolá-las na viagem, me contou a profª Isabel, orientadora da oficina.



O 9º ano B apresentou, como já contei, uma oficina com bonecas com roupas afro confeccionadas com a reutilização de garrafinhas. Ficaram lindas as bonecas e ressaltamos o trabalho do aluno Samuel, que esculpiu os rostos e penteados dessas peças de arte, com a assistência de algumas colegas. Ana Beatriz confecionou mandalas.









Outras oficinas expostas foram as de joias artesanais, dos 8ºs anos dirigidos pela profª Edna e de instrumentos percussivos, também dos 8ºs, dirigidos pelo prof. Daniel, que foi regente da apresentação de uma linda música.

Houve muita alegria neste evento, com a apresentação da profª Alice, de Artes. No intervalo, uma confraternização dos alunos, com muita música, já antecipando o fim do ano letivo, que se estende até próximo ao Natal.
Alguns alunos continuarão na escola, outros irão para o ensino médio. Desejo êxito a todos!















quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Novo evento - Consciência Negra

O CEF 214 está enfatizando esta semana a imagem do negro na sociedade e a cultura afro, através de oficinas e apresentações.
Os 8ºs anos prepararam instrumentos musicais percussivos, de origem africana, reutilizando materiais. Aqui está a foto.


O 8º ano preparou também gráficos, mostrando a escolarização da sociedade no DF, composta praticamente de 50% de pessoas de cor branca e de 50% de pessoas de cor preta e parda. A grande maioria das pessoas que concluem o curso superior no DF, não obstante essa divisão igualitária na composição da população, é de pessoas brancas. Por isso há necessidade de criação de meios de promoção do cidadãos negros para que melhore sua escolaridade e condição social.

O 9º ano C trabalhou as bonecas Abayomi, confeccionando chaveiros com algumas delas. São bonecas vestidas em roupas afro, cuja origem nos seria contada no dia seguinte.


O 9º ano B vestiu cuidadosamente garrafinhas com modelos africanos, além de preparar murais mostrando a importância de não haver preconceito racial e apresentando quadros pintados por artistas plásticos retratando o negro. Havia desenhos também do Samuel Plínio, aluno da escola.












Na sexta-feira, dia 2.12, haverá representação de peça teatral (Negrinha, de Monteiro Lobato), desfile de roupas afro e muita música, numa linda festa cultural.

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Negra


Escritora Conceição Evaristo

O Dia da Consciência Negra é comemorado sempre em 20 de novembro, data atribuída à morte de Zumbi dos Palmares, líder negro, escravo, em 1695.
A propósito da data, os 8ºs anos homenagearam a escritora brasileira contemporânea Conceição Evaristo, cujo conto Olhos d'Água foi estudado em sala de aula.
Os alunos elaboraram desenhos ilustrando o conto e confeccionaram um mural comemorativo.
Leiam um fragmento do conto e observem alguns desenhos:


                                                                               

               " Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado lá. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio havia sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou numa dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório.  Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe? (...)

. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desejo desesperado de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio de nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar gosto de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões, a brincadeira preferida era  aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes, colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. As flores eram depois solenemente distribuídas por seu cabelo, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Nós, princesas em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía. (...)"