quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Autoria: CEF 04 - Parceria com Histórias em 77 palavras


É hora do projeto Autoria: CEF 04 na próxima Semana Cultural, em setembro.
Os alunos já produziram textos maravilhosos para a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - O lugar onde vivo, que vamos divulgar.
Além disso, entramos agora em parceria com o blog Histórias em 77 palavras, da escritora portuguesa Margarida Fonseca Santos. Ela apresenta desafios interessantes para produzir histórias, sempre em 77 palavras.

Leiam a mensagem especial da escritora para nosso projeto.

Queridos amigos do Autoria: CEF 04,
Não podem imaginar a minha felicidade em poder estar convosco neste projeto!
As histórias em 77 palavras nasceram da vontade de partilhar e desafiar pessoas de todas as idades (é verdade: os participantes vão dos 6 aos 101), a escrever estas microficções. Eu achava que, através desta contenção em palavras, iríamos chegar mais longe na qualidade da escrita. Não me enganei! Hoje tenho certeza de que assim escrevemos cada vez melhor e aprendemos a juntar emoção e texto, o que é extraordinário.
Porquê 77 palavras? Porque 50 é pouco, 100 é redondo, 66 e 88 custam muito a dizer (experimentem!), e 99 parece uma promoção de supermercado… 77 parecia o número ideal.
Os desafios têm vários objetivos:
·         São um jogo, uma brincadeira, por isso o cérebro não bloqueia, brinca.
·         Enquanto procuramos as palavras exigidas pelo desafio, alargamos o nosso vocabulário.
·         Aumentamos também a nossa sintaxe, encontramos a nossa «voz na escrita».
·         Não interessa tanto o resultado – queremos é que o processo seja vivido.
Como é que se faz? Nunca escrevam a contar palavras, assim estragam o efeito. Escrevam um texto pequeno, pois, mesmo assim, vai acabar por ter palavras a mais (e isso é excelente). Depois… cortamos. O quê? Ora bem:
·         Seu, sua, seus, minhas, ufa, que canseira – usamos sempre demais! Cortem os que puderem.
·         Que isto, que aquilo, que, que, que – não são precisos tantos e o texto melhora sem eles.
·         Tinha feito, tinha dito, tinha inventado – ficam textos tinhosos! Há soluções melhores: fizera, dissera, inventara, estão a perceber?
·         E os sujeitos das frases? Ui, aparecem demasiadas vezes, deitem fora os que puderem.
·         E refaçam as frases para não serem sempre iguais em estrutura, procurem a melhor fórmula.
·         Escondam coisas que possam ser subentendidas, o leitor também deve trabalhar ao ler!
À medida que forem experimentando, uma coisa maravilhosa irá acontecer: a vossa escrita fica mais apurada. Escrever textos curtos dá trabalho, mas é tão divertido. Aceitem o desafio, brinquem sem problema, riam-se dos disparates que saem, comovam-se com as histórias fortes, fiquem em silêncio quando lerem algo profundo e íntimo. É esse o caminho das histórias em 77 palavras.

Margarida Fonseca Santos

Visitem o Histórias em 77 palavras e vejam aqui e aqui algumas criações do CEF 04 já divulgadas. 
Logo teremos muitas histórias mais publicadas pela escritora Margarida!



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A escola e os alunos

Perguntei num trabalho, ao fim do segundo bimestre, o que os alunos haviam apreciado no primeiro semestre do ano na escola.
Nas duas escolas, os alunos mencionaram projetos, como de Matemática, sarau literário, passeios, campeonato, mas a Júlia Lemos, do 8º A do CEF 04 de Brasília, traduziu o que representa também a escola para os alunos:



"Neste semestre apreciei a alegria de quem vem e de quem vai, de quem ama e de quem trai. Apreciei cada sorriso, cada emoção, cada sentimento no meu coração. Apreciei coisas novas e  velhas, cada palavra, cada frase, cada gesto de verdade. Apreciei amores reais, amizades leais, pois as coisas simples são as coisas principais. São tantos olhares, tantas lágrimas, tantos sorrisos, tantas emoções, tanta coisa nova e diferente que vem na vida da gente."

A escola está além dos conteúdos passados  e aprendidos. A escola é poesia. A escola é lição para a vida.