terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Orações subordinadas adverbiais


Lembram-se das orações adverbiais? São aquelas orações subordinadas que têm a função de acrescentar circunstâncias de tempo, modo,  consequência, causa, proporção, concessão e outras à oração principal.
Vejam alguns exemplos:
Paulo estudou tanto que dormiu em cima dos livros.
Oração subordinada adverbial consecutiva - circunstância de consequência.

A mãe ficou assustada  quando achou o menino adormecido.
Oração subordinada adverbial temporal - circunstância de tempo.

Conquanto ele tivesse estudado o dia todo, não conseguia lembrar-se do conteúdo na prova.
Oração subordinada adverbial concessiva - circunstância de concessão.

A mãe levou o menino ao médico porque estava estressado.
Oração subordinada adverbial causal - circunstância de causa.

No próximo bimestre Paulo estudaria mais regularmente do que tinha estudado no bimestre anterior.
Oração subordinada adverbial comparativa - circunstância de comparação.

De acordo com os médicos, o stress causa severos problemas ao organismo.
Oração subordinada adverbial conformativa - circunstância de conformidade.

Se estudarmos adequadamente, aprenderemos melhor o conteúdo.
Oração subordinada adverbial condicional - circunstância de condição.

À medida que o tempo passa, adquirimos mais experiência.
Oração subordinada adverbial proporcional - circunstância de proporção.

A mãe acompanha o crescimento dos filhos para que sejam saudáveis.
Oração subordinada adverbial final - circunstância de finalidade.

Classifique as orações de acordo com a numeração seguinte:
1 - Subordinada adverbial causal.
2 - Subordinada adverbial temporal.
3 - Subordinada adverbial comparativa.
4 - Subordinada adverbial concessiva.
5 - Subordinada adverbial proporcional.
6 - Subordinada adverbial consecutiva.
7 - Subordinada adverbial final.
8 - Subordinada adverbial condicional.
9 - Subordinada adverbial conformativa.

(    ) Alice caminha mais rapidamente que Luísa (caminha).
(    ) Conquanto Luísa tenha saído mais cedo de casa, Alice chegou antes à escola.
(    ) Aprecio caminhar, se não for muito rápido.
(    ) Conforme dizem os médicos, a caminhada é um ótimo exercício.
(    ) Alice chegou antes porque caminha mais rapidamente.
(    ) Fico feliz quando o sol brilha e o céu está azul.
(    ) Ainda que o sol brilhasse naquela manhã, havia previsão de chuva.
(    ) À medida que a manhã avançava, o céu se tornava mais escuro.
(    ) Choveu tanto que as meninas precisaram telefonar para que a mãe as buscasse.
(    ) Os pais buscaram os filhos para que não ficassem doentes.

Objeto direto e objeto indireto

Recebi uma consulta sobre objeto direto e objeto indireto e sobre quando uma oração substantiva é objetiva direta ou indireta.
Vejam: o objeto direto, como o nome diz, é ligado diretamente ao verbo que complementa, enquanto que o objeto indireto é ligado ao verbo através de uma preposição.
É certo que há algumas exceções com o objeto direto preposicionado, como em "pegou da pena, tomou do instrumento". Mas são apenas exceções (que devem ser memorizadas, é claro).
Voltemos ao objeto direto. Veja o exemplo a seguir:
Luís escreveu a redação.
Sujeito: Luís.  Predicado: escreveu a redação. Núcleo do predicado: escreveu. Objeto direto: a redação.
"A" em "a redação" é um artigo e adjunto adnominal de redação. Logo, não há preposição. É um objeto direto.
Vejamos outro exemplo:
Mônica obedece a seus pais.
Sujeito: Mônica. Predicado: obedece a seus pais. Núcleo do predicado: obedece. Objeto indireto: a seus pais.
Aqui o "a" em "obedece a seus pais" é uma preposição e o objeto é indireto.

Passemos às orações substantivas objetivas diretas e objetivas indiretas.
Também nessas orações não há preposição inicial quando se trata de objetiva direta e há preposição inicial quando se trata de objetiva indireta.
Veja os exemplos:
Luís mencionou que a bebida alcoólica é uma droga lícita.
Oração principal: Luís mencionou.
Oração subordinada substantiva objetiva direta: que a bebida alcoólica é uma droga lícita.

Dependo de que você dê sua opinião.
Oração principal. Dependo
Oração subordinada substantiva objetiva indireta: de que você dê sua opinião.
Por que indireta? Porque apresenta a preposição "de".

Responda o exercício, classificando os termos e orações em negrito com "od" para objeto direto e "oi" para objeto indireto, inclusive para as orações objetivas diretas e objetivas indiretas.

Vi a verdade logo que cheguei.
Observei que o menino fumava escondido.
Quero que você se conserve saudável.
Ofereci ao menino uma fruta.
Ofereci ao menino uma fruta.
Apreciava que todos realizassem as tarefas.
Dependia de que todos chegassem.


Orações subordinadas substantivas

Um grupo de leitores que se prepara para uma prova solicitou que estudasse aqui as orações substantivas.
Vou atendê-los.

Orações subordinadas substantivas, como o nome diz, são orações subordinadas que têm funções próprias dos substantivos, como sujeito, objeto direto, objeto indireto.

Observe o período a seguir.

É importante que saibas a verdade.
A oração "que saibas a verdade" funciona como sujeito da oração principal "É importante".
Se modificarmos o período  tornando-o um período simples (com uma só oração), ficará assim: O conhecimento da verdade é importante. Neste novo período, o sujeito é "o conhecimento da verdade".

A classificação das subordinadas substantivas é a seguinte:
- Subordinada substantiva subjetiva - tem a função de sujeito.
É indispensável que você estude para a prova.

- Subordinada substantiva objetiva direta - tem a função de  objeto direto.
Desejo que você tenha sucesso nos exames.

Subordinada substantiva objetiva indireta - tem a função de objeto indireto.
Tudo depende de que te esforces.

- Subordinada substantiva predicativa - tem a função de predicativo.
O necessário é que estudes.

- Subordinada substantiva apositiva - tem a função de aposto.
O indispensável é isto: que procures informação.
O indispensável é isto: procurar informação.
Neste último exemplo, a oração é reduzida de infinitivo, isto é, tem o verbo no infinitivo.

- Subordinada substantiva completiva nominal - tem a função de complemento nominal (isto é, completa o sentido de um nome).
Tenho receio de que o rapaz se distraia no exame.
 Neste caso a oração subordinada completa o sentido do substantivo "receio".


No post de amanhã, apresento um teste sobre o assunto. Tudo certo?