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Dom Casmurro e Otelo

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Otelo e Desdêmona, pintura de  Théodore Chassériau Geralmente estudamos literatura aqui no Brasil com uma visão histórica, isto é, começamos do Descobrimento do Brasil, com a carta de Pero Vaz de Caminha e a literatura de informação e seguem-se os períodos literários, como Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo...Há outras formas de estudar literatura. Uma delas é estudá-la a partir dos temas abordados na literatura, e não só na literatura do país. Em "Dom Casmurro", de Machado de Assis, por exemplo, está presente o tema da traição. O mesmo tema é abordado em "Otelo", de Shakespeare. Isso foi motivo para uma redação proposta em recente exame, como alguns dos leitores sabem. Um pequeno parênteses para informar que aqui na internet há um site gratuito, onde encontramos livros de literatura brasileira e de outras literaturas,  que podem ser baixados gratuitamente. É o site  Domínio Público .  Neste site, encontramos o livro "Dom Casmurro"  aqui. Se ...

Gregório de Matos - "Desenganos ..."

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Foto de Marluce Dias É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida. É planta, que de abril favorecida, Por mares de soberba desatada, Florida galeota empavesada, Sulca ufana, navega destemida. É nau enfim, que em breve ligeireza Com presunção de Fênix generosa, Galhardias apresta, alentos preza: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa De que importa, se aguarda sem defesa Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? O título do poema acima é "Desenganos da vida humana metaforicamente". Foi escrito por Gregório de Matos, poeta que viveu no Brasil, na Bahia, no século XVII. O poema é um soneto, composição poética que apresenta dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos). Se estudarmos a literatura brasileira numa abordagem histórica, o autor Gregório de Matos deve ser associado ao primeiro período literário no Brasil, o Barroco.  O tema do poema...

Atividade sobre objeto direto e indireto - correção

Responda o exercício, classificando os termos e orações em negrito com "od" para objeto direto e "oi" para objeto indireto, inclusive para as orações objetivas diretas e objetivas indiretas. Vi  a verdade  logo que cheguei. OD Observei  que o menino fumava escondido. OD (Or. subordinada subst. od) Quero  que você se conserve saudável. OD (Or. subordinada subst. od) Ofereci  ao menino  uma fruta. OI Ofereci ao menino  uma fruta . OD Apreciava  que todos realizassem as tarefas. OD (Or. subordinada subst. od) Dependia  de que todos chegassem. OI (Or. subordinada subst. oi)

Objeto direto e objeto indireto

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Recebi uma consulta sobre objeto direto e objeto indireto e sobre quando uma oração substantiva é objetiva direta ou indireta. Vejam: o objeto direto, como o nome diz, é ligado diretamente ao verbo que complementa, enquanto que o objeto indireto é ligado ao verbo através de uma preposição. É certo que há algumas exceções com o objeto direto preposicionado, como em "pegou da pena, tomou do instrumento". Mas são apenas exceções (que devem ser memorizadas, é claro). Voltemos ao objeto direto. Veja o exemplo a seguir: Luís escreveu a redação. Sujeito: Luís.  Predicado: escreveu a redação. Núcleo do predicado: escreveu. Objeto direto: a redação. "A" em "a redação" é um artigo e adjunto adnominal de redação. Logo, não há preposição. É um objeto direto. Vejamos outro exemplo: Mônica obedece a seus pais. Sujeito: Mônica. Predicado: obedece a seus pais. Núcleo do predicado: obedece. Objeto indireto: a seus pais. Aqui o "a" em "obedece a...

Muito estudo em 2014!

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As férias agora se aproximam do final. Creio que todos descansaram bastante e estão ansiosos por voltar aos estudos. As aulas iniciam mais cedo, neste ano, porque teremos férias ou recesso na época da Copa do Mundo de futebol. Que tal dedicar-se bastante ao estudo de Português neste ano? Sei que muitos passam longas horas fazendo cálculos de Matemática, Física e Química, mas estudam rapidamente as disciplinas ligadas a linguagens. A linguagem é a base para a aprendizagem, o estudo, as provas. Você jamais entenderá qualquer disciplina ou se sairá bem em qualquer exame, se não se sair bem na leitura e compreensão de textos.  E a redação não serve apenas para não ser eliminado nas provas. Ela demonstra como você se sai em comunicação escrita e na compreensão de um texto ou de um enunciado. Isto é, ela mostra em que nível você se encontra no domínio da linguagem. Na prova do Exame Nacional do Ensino Médio, a redação representa 50 por cento do total de pontos válidos na avaliaçã...

Um conto de Natal

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As aulas já devem ter terminado e as provas também. Todos iniciam as férias e se preparam para as festas comemorativas do Natal e do Ano Novo. Que tal ler um conto sobre o Natal? Leia este conto de Mário de Andrade, escritor brasileiro do Modernismo, no início do século XX. O conto é narrado em primeira pessoa e fala da ideia de um rapaz para alegrar o Natal de sua família,  entristecida com a perda recente do pai. Começa assim: O Peru de Natal Mário de Andrade O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas.  (...) Leia o resto aqui: http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp Tenham todos um Feliz Natal! Que sejam momentos de muita alegria saudável em família! Procurem senti...

Quincas Borba

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Vamos lembrar o  romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, grande escritor do Realismo. Nesse romance, encontramos uma biografia escrita pelo narrador - Brás Cubas - após a morte, em que narra seus amores secretos com Virgília e algumas outras recordações da vida. Entre as personagens mencionadas nessas recordações está o Quincas Borba,  amigo de Brás desde a  época da escola. Num outro romance, Quincas Borba será a a personagem título. Mas vamos aqui neste post recordar a personagem como aparece em Memórias Póstumas. No capítulo XIII de Memórias Póstumas de Brás Cubas,  surge Quincas Borba junto com as recordações da escola: "Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda  a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso.  Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva,  com alguma coisa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado,  asseado, enfeitado, com um v...