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Gregório de Matos - "Desenganos ..."

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Foto de Marluce Dias É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida. É planta, que de abril favorecida, Por mares de soberba desatada, Florida galeota empavesada, Sulca ufana, navega destemida. É nau enfim, que em breve ligeireza Com presunção de Fênix generosa, Galhardias apresta, alentos preza: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa De que importa, se aguarda sem defesa Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? O título do poema acima é "Desenganos da vida humana metaforicamente". Foi escrito por Gregório de Matos, poeta que viveu no Brasil, na Bahia, no século XVII. O poema é um soneto, composição poética que apresenta dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos). Se estudarmos a literatura brasileira numa abordagem histórica, o autor Gregório de Matos deve ser associado ao primeiro período literário no Brasil, o Barroco.  O tema do poema...

Atividade sobre objeto direto e indireto - correção

Responda o exercício, classificando os termos e orações em negrito com "od" para objeto direto e "oi" para objeto indireto, inclusive para as orações objetivas diretas e objetivas indiretas. Vi  a verdade  logo que cheguei. OD Observei  que o menino fumava escondido. OD (Or. subordinada subst. od) Quero  que você se conserve saudável. OD (Or. subordinada subst. od) Ofereci  ao menino  uma fruta. OI Ofereci ao menino  uma fruta . OD Apreciava  que todos realizassem as tarefas. OD (Or. subordinada subst. od) Dependia  de que todos chegassem. OI (Or. subordinada subst. oi)

Objeto direto e objeto indireto

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Recebi uma consulta sobre objeto direto e objeto indireto e sobre quando uma oração substantiva é objetiva direta ou indireta. Vejam: o objeto direto, como o nome diz, é ligado diretamente ao verbo que complementa, enquanto que o objeto indireto é ligado ao verbo através de uma preposição. É certo que há algumas exceções com o objeto direto preposicionado, como em "pegou da pena, tomou do instrumento". Mas são apenas exceções (que devem ser memorizadas, é claro). Voltemos ao objeto direto. Veja o exemplo a seguir: Luís escreveu a redação. Sujeito: Luís.  Predicado: escreveu a redação. Núcleo do predicado: escreveu. Objeto direto: a redação. "A" em "a redação" é um artigo e adjunto adnominal de redação. Logo, não há preposição. É um objeto direto. Vejamos outro exemplo: Mônica obedece a seus pais. Sujeito: Mônica. Predicado: obedece a seus pais. Núcleo do predicado: obedece. Objeto indireto: a seus pais. Aqui o "a" em "obedece a...

Muito estudo em 2014!

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As férias agora se aproximam do final. Creio que todos descansaram bastante e estão ansiosos por voltar aos estudos. As aulas iniciam mais cedo, neste ano, porque teremos férias ou recesso na época da Copa do Mundo de futebol. Que tal dedicar-se bastante ao estudo de Português neste ano? Sei que muitos passam longas horas fazendo cálculos de Matemática, Física e Química, mas estudam rapidamente as disciplinas ligadas a linguagens. A linguagem é a base para a aprendizagem, o estudo, as provas. Você jamais entenderá qualquer disciplina ou se sairá bem em qualquer exame, se não se sair bem na leitura e compreensão de textos.  E a redação não serve apenas para não ser eliminado nas provas. Ela demonstra como você se sai em comunicação escrita e na compreensão de um texto ou de um enunciado. Isto é, ela mostra em que nível você se encontra no domínio da linguagem. Na prova do Exame Nacional do Ensino Médio, a redação representa 50 por cento do total de pontos válidos na avaliaçã...

Um conto de Natal

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As aulas já devem ter terminado e as provas também. Todos iniciam as férias e se preparam para as festas comemorativas do Natal e do Ano Novo. Que tal ler um conto sobre o Natal? Leia este conto de Mário de Andrade, escritor brasileiro do Modernismo, no início do século XX. O conto é narrado em primeira pessoa e fala da ideia de um rapaz para alegrar o Natal de sua família,  entristecida com a perda recente do pai. Começa assim: O Peru de Natal Mário de Andrade O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas.  (...) Leia o resto aqui: http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp Tenham todos um Feliz Natal! Que sejam momentos de muita alegria saudável em família! Procurem senti...

Quincas Borba

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Vamos lembrar o  romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, grande escritor do Realismo. Nesse romance, encontramos uma biografia escrita pelo narrador - Brás Cubas - após a morte, em que narra seus amores secretos com Virgília e algumas outras recordações da vida. Entre as personagens mencionadas nessas recordações está o Quincas Borba,  amigo de Brás desde a  época da escola. Num outro romance, Quincas Borba será a a personagem título. Mas vamos aqui neste post recordar a personagem como aparece em Memórias Póstumas. No capítulo XIII de Memórias Póstumas de Brás Cubas,  surge Quincas Borba junto com as recordações da escola: "Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda  a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso.  Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva,  com alguma coisa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado,  asseado, enfeitado, com um v...

Mestre

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Amanhã transcorre o Dia do Professor. Vou apresentar aqui uma frase do grande escritor João Guimarães Rosa, autor do livro Grande Sertão Veredas. "Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende." João Guimarães Rosa Continuemos aprendendo, que a vida é uma eterna aprendizagem! Lembrando, João Guimarães Rosa nasceu em 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais, e morreu 1967, apenas três dias depois de tomar posse como membro da Academia Brasileira de Letras. O livro "Grande Sertão Veredas" é escrito com uma grafia própria do escritor, diferente da ortografia oficial e mantida pela editora de seus livros. É narrador no romance o sertanejo falando para um senhor da cidade que quer ouvir suas histórias. Conta sobre lutas, sobre mistérios, como o pacto com o diabo, sobre amor e morte, sobre a realidade. É famosa a personagem Diadorim, uma mulher vestida como homem e que lutava como homem, pela qual se apaixona Riobaldo, o narrador, que no entanto nã...